Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.









Título Original: Forbidden
Editora: Valentina
Autora: Tabitha Suzuma
Páginas: 302
Lançamento: 2014

Resenha

Proibido entrou para a minha seleta lista dos “Melhores livros do mundo”. Mas porque, Taynara? Não sei se foi com todo mundo que leu, mas o enredo te prende, faz com que você seja obrigado a refletir. E é um livro que te muda por dentro. Ao longo da resenha explico melhor.

O livro aborda uma história de incesto, que para quem não sabe, é quando duas pessoas se relacionam sexualmente sendo da mesma família. E no caso de Proibido, é a história de amor sobre dois irmãos que se apaixonam. É um livro pesado, não vai agradar a todos e tenho certeza absoluta que nem todo mundo está preparado para ler.

A reflexão ao qual me refiro lá no início, é que a autora te obriga a refletir sobre o tema.
Lochan e Maya, são dois adolescentes que levam a família nas costas. O pai os abandonou a alguns anos, se casou com outra e sumiu. E a mãe, uma desnaturada, bêbada, que tem mais três filhos que deixa na conta dos mais velhos. Sério, em vários momentos tive vontade de matar a mãe deles.

Lochan e Maya são a figura de pai e mãe que os irmãos tem, e eles se desdobram para cuidar de todos, pois, eles acreditam que se o serviço social souber que eles vivem praticamente sozinhos, eles serão separados. Ah, por que além da mãe deles ser desnaturada, ela costuma passar vários dias fora na casa do namorado.

O início do relacionamento propriamente dito demora a acontecer, por que a autora fez questão de construir essa relação passando por todas as fases até chegar no momento da aceitação. E sim, vai chegar um momento que você vai torcer pelo relacionamento deles, passando pelo pré-conceito que temos sobre o incesto. Cada caso é um caso, e confesso que esse livro mexeu muito comigo por que você se sente incapaz de julgar. E aquela frase que está na capa do livro faz TODO o sentido.

“Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa? ”

Pág. 131

Bom, vendo pelo aspecto psicológico, acredito que esse amor sim, possa ter sido influenciado pela posição que os dois tinham dentro de casa. Eles eram um casal mesmo antes de saberem que se amavam. Eles eram melhores amigos, dividiam as tarefas da casa, cuidavam das crianças, faziam compras, exatamente como um casal.

"Voce pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir."

 O livro é triste, pois apesar de torcer, você sabe que aquilo não vai dar certo, que eles jamais poderão ficar juntos perante a sociedade. Chorei horrores com o final, que é de dilacerar qualquer coração.

Sobre a edição: A capa é lindíssima, condizente com o tema e o conceito está bem ali no seu primeiro contato com o livro. As páginas são amarelas, a editora colocou páginas alternadas com os arames, que significam que é perigoso. Achei muito bem feito. Ponto para a editora.

Considerações finais: É um livro extremamente emocional, é uma montanha-russa de sentimentos mas vale a leitura. O meu conselho é: se desprenda do que você acha certo ou errado, leia o livro de coração aberto, se permita ler e aceitar a história do outro sem apontar o dedo, por que você nunca sabe o que o outro passo/está passando.

Boa leitura!


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