Meg Cabot retorna com uma divertida e sexy continuação da saga de Suzannah Simon, a menina que via fantasmas... e os ajudava a passar para a luz. Agora, mais velha e experiente, tudo que Suze quer é causar uma boa impressão no primeiro emprego desde sua formatura — e desde o noivado com o Dr. Jesse de Silva, ex-espírito e sua alma gêmea. Como não bastasse, um fantasma de seu passado resolve aparecer. E esse não é um espectro que ela possa mediar. Afinal, Paul Slater está bem vivo, milionário e, ainda por cima, é o novo proprietário da antiga casa de Suzannah. Aquela na qual conheceu Jesse. Isso não seria um problema se ela não tivesse acabado de descobrir que uma antiga maldição poderá transformar seu amado num demônio, caso seu antigo local de descanso seja demolido, como Paul pretende. Agora ela precisa dar um jeito em Paul, que a está chantageando sexualmente — isso mesmo... ou ela dorme com ele, ou perde Jesse —, enquanto tenta ajudar uma caloura assombrada por uma menininha muito poderosa...





Título Original: Remembrance
Editora: Galera Record
Autora: Meg Cabot
Páginas: 399
Lançamento: 2016



Resenha

Me senti mal por ter dado somente três corações para o livro. A saga "A Mediadora" fez parte da minha adolescência, eu assim como a maioria — li o livro enquanto estava no ensino médio, logo, a minha ansiedade era imensa.  

Expectativas sempre causam frustrações. A Meg fez o livro em homenagem aos 15 anos da série e entendo que seria difícil agradar a todos. O livro 6 (Crepúsculo), foi concluído sem pontas soltas e  indícios de que haveria um sétimo, e eu já estava conformada. Risos

Lembrança nos leva novamente a Carmel e a história da nossa mediadora favorita: Suzannah Simon. Ela agora, era formada e fazia estágio — não remunerado na sua antiga escola. O fofíssimo Padre Dom, agora era seu chefe e ambos continuavam os seus trabalhos de mediação.

O plot principal do livro  assim como nos anteriores — é uma história envolvendo a mediação de Suze. O tema dessa vez foi um pouco mais pesado que nos livros anteriores, Suzannah lidou com um caso de abuso infantil, que achei o tema mal aprofundado. Acredito que por ser um livro direcionado para adolescentes, o assunto teve que ser mais "superficial".

A maioria dos antigos personagens aparecem. Os meio-irmãos Soneca, Dunga e Mestre, agora sem os apelidos são Brad, Jake e David, respectivamente. Brad, agora era um pai de família, de lindas trigêmeas e casado com alguém do passado de Suze.

E você deve estar se perguntando: e o Jesse?

Jesse é um residente na ala de pediatria e noivo de Suzannah. Poucas coisas mudaram desde o último livro. Das coisas que mais me incomodaram foi que agora o Jesse não chama mais Suze de "Mi Hermosa" que era sua marca registrada. Ela agora era chamada de "Mi Amada". Um balde de água fria para mim, já que foi uma das primeiras coisas que notei. 

Jesse sempre falou que meu apelido, Suze, é muito feio e diminuto para uma menina tão forte e bonita quanto eu. Com ele, sempre foi Suzannah, ou — mais tarde, quando nos conhecemos melhor — mi amada, que quer dizer meu amor ou minha querida. Ainda me arrepio quando ele fala isso, do mesmo jeito que me arrepio quando ele diz meu nome.
Pág. 38

Ele também estava mais protetor do que antes, o que em alguns momentos foi bem chato. Mas nada que estragasse aquele Jesse que fala espanhol fazendo Suze não entender absolutamente nada.

E a chantagem de Paul?

Bem que ele tentou mas Suzannah soube usá-lo a seu favor e o manipulou direitinho. E algo que havia acontecido na formatura, refletiu anos depois e fez com que Paul e Suzannah tivessem um segredinho em comum. 

Cee Cee, irmã Ernestine, Kelly Prescott, Debbie Mancuso, a mãe e o padrasto de Suze também aparecem na história.

No geral, foi mediano. O livro tem alguns defeitos de enredo — o que me fez não dar 5 corações — mas nos entrega aquilo que foi proposto, que é matar a saudade dos personagens que foram tão importantes para muitos.

Sobre a edição: A Galera Record está de parabéns. A capa deu um BANHO na versão americana e ficou linda. A lateral segue a linha da edição anterior, para combinar e ficar cada um com uma cor. 


Assim é o estado triste, porém, oh, tão aprazível! Minha alma se firma em nada,apenas em ti; a ti contempla, admira, de ti depende, confia somente em ti.
Pág. 399

Espero que tenham gostado!


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