Ainda criança, Augusto é bruscamente afastado de seu melhor amigo e forçado pelos pais a se tornar padre. O que no começo fora visto como obrigação, com o tempo passou a ser exercido com carinho e dedicação. Mas sua vida muda completamente e seus sentimentos mais íntimos são colocados à prova quando ele conhece Rafaela, jovem engajada na luta contra a ditadura militar, que, após ter o namorado preso pela repressão, se vê sozinha e sem ter para onde ir. Uma história de amor proibido, perseguição, homossexualidade e lealdade passada durante os Anos de Chumbo, uma das épocas mais conturbadas da recente história do nosso país.













 *Informações 

Editora: Vida&Consciência
Páginas: 443
ISNB: 978-85-7722-359-6
Ano de Lançamento: 2015

Resenha

Se eu não me engano, esse é o segundo livro da Mônica de Castro  que o tema central é o homosexualismo, o outro que eu li é "O Preço de Ser Diferente" - AMO demais, um dos meus preferidos dela -. 

Logo no primeiro capítulo, somos apresentados  a história de Augusto um menino de onze anos que é sensível e que sempre gostou muito de animais. E para a tristeza dele, o pai ama caçar animais por diversão. Em uma dessas caçadas, Augusto cansado do seu pai matar os animais que ele tanto gosta, deixa uma das presas fugir. 


"- Por que diabos fez isso? - Perguntou Jaime irado, erguendo o filho pela gola da capa de chuva. 
Augusto não respondeu, certo de que o pai já sabia a resposta, e começou a chorar.
- Maricas - desdenhou Jaime. - Meu filho de onze anos é um maricas! Uma bicha!- Não sou bicha! - o garoto protestou com raiva. - Eu só não queria que você matasse o lobo-guará.- Ah! Não queria, não é? É amiguinho dos bichos, igualzinho às menininhas da escola, que vivem colecionando joaninhas!- Não gosto de matar os animais- soluçou. - É maldade. Por que você não entende isso? "

Pág.14 

Depois desse episódio, Jaime, pai de Augusto começa com uma obsessão de que ele é gay. Pois além de não querer caçar, Augusto tem um melhor amigo da mesma idade chamado Reinaldo e o pai cisma que a relação dos dois é estranha.

Depois de um tempo, convencido de que o filho é gay ele então decide que Augusto vá fazer seminário para virar padre. E aí depois de alguns capítulos temos uma passagem de tempo. Augusto viaja para o Rio de Janeiro, já como padre e o ano é 1964 - ano do golpe de estado-, o padre se juntou com um grupo que se chamava "Esperança"  que defendia a democracia e a liberdade. O grupo ajudava pessoas perseguidas pelos militares.

Um dia, enquanto ouvia confissões, conheceu Rafaela, uma jovem envolvida na luta contra a ditadura. No começo, ele só queria ajuda-la pois ela era perseguida pelos militares e precisa de algum lugar para ficar mas com o tempo virou amor. E era correspondido, só que ele é padre, né gente?

E Augusto fica no dilema, se fica com Rafaela ou se continua sendo padre e paralelo a isso, Reinaldo reaparece na vida de Augusto e o faz questionar sobre as desconfianças do seu pai de que ele é gay. 

Uma história muito bonita sobre perdão. É exatamente isso que o livro fala, sobre o amor e o perdão. Aprendemos que ninguém é perfeito nem quem nós amamos.

Super recomendo!


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